Os “capinhas” do Supremo
dezembro 10, 2007 por Diego Amorim
Antes, durante e depois das sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país, há muito trabalho no plenário.
Quando os 11 ministros entram, em fila, tudo precisa estar na mais perfeita ordem. Não pode faltar nada considerado essencial em cima da bancada de cada um. Livros, relatórios e processos já têm que estar ali no ponto. Além do laptop, do copo com água ou chá, dos blocos de anotações, das canetas…
Assim que “os trabalhos são abertos”, alguém precisa auxiliar o ministro e fazer a ponte entre ele e o gabinete. Depois que a presidente Ellen Gracie declara encerrada a sessão, é hora de fazer a “limpa”.
Nos corredores do STF, quem faz todo esse trabalho é chamado de “capinha”. Justamente porque usa uma capinha preta nas costas. É só com ela que eles podem chegar tão perto dos ministros durante as sessões. E porque são eles que também colocam as capas nos ministros.
Mas os próprios “capinhas” não gostam muito desse termo. Acham pejorativo. Dizem que preferem atender por “assistente de ministro” – muito mais chique.
Conversei com oito deles. Quis conhecer um pouco dessas pessoas. Acabei descobrindo histórias de superação. Gente que, no anonimato da Suprema Corte, orgulha-se muito do papel que desempenha.
Fique atento! Ainda esta semana publicarei o texto.
propaganda é a alma do negócio!!!!!
Os assistentes diretos dos generais do exércitos são chamados de “cordinhas” por causa da corda que usam. O nome oficial é Estado Maior de Pessoal…
Vai lá no QG que você consegue entrevistar essa galera…