Ler a vida adverte
janeiro 11, 2008 por Diego Amorim
Jamais dirija com muito sono. Melhor não arriscar.
Cresci ouvindo do meu pai que carro é uma arma. E que temos que dirigir pensando em nós e nos outros.
Já vi alguns acidentes no momento em que ocorreram. Carro parece brinquedo. As latarias – de carros populares, então – estão cada vez mais frágeis.
Quando bati o carro com uma semana de uso (relatei aqui, lembra?), tive certeza de que meu pai tem razão: carro é uma arma. E ele pode ser traiçoeiro.
Escrevo isso porque lembrei que em 1º de janeiro deste ano, por volta de 5h, horário do Piauí, dirigi pregado de sono uns 30 quilômetros.
Metade desse trajeto estava só. Nem liguei o som. Preferi abrir as janelas e sentir a brisa do mar. Vi o nascer do sol no caminho de volta para a casa onde estava hospedado, bem na beira da praia.
Estava com muito sono, muito mesmo. Fiz muito esforço pra não dar umas pescadas. Sorte que a estrada estava movimentada. Tinha muita gente na rua ainda, voltando das festas. Isso me ajudou a ficar atento.
O fato de o carro não ser meu também ajudou.
Ainda bem que deu tudo certo.