No escurinho do cinema
janeiro 11, 2008 por Diego Amorim
Hoje o dia foi tranqüilo em Brasília. Digo em relação a notícias. Não se pode esperar muito de uma sexta-feira em pleno mês de janeiro.
Dei uma volta no Supremo Tribunal Federal, no Palácio do Planalto e nada.
Já estava bem no fim da tarde quando resolvi ir ao cinema.
Desde que meu namoro de cinco anos terminou, em agosto de 2006, diminui minhas idas ao cinema. O que é uma pena.
Durante os cerca de dois meses que cobri Cultura pelo CorreioWeb, o portal do Correio Braziliense, voltei a ir bastante, mas era por conta das cortesias que ganhava toda semana.
Hoje foi a segunda vez na vida que fui só ao cinema. Tem gente que não consegue de jeito nenhum. Não é a melhor coisa do mundo, mas também não é algo tão desastroso assim.
Costumo dormir no cinema – dormi até em Matrix 3. Graças a Deus dormi em Letra e Música – filme mais chato. Dessa vez não teve perigo. Ainda era cedo.
Comprei uma pipoca média e uma Coca de 500 mL. Paguei R$ 11 – um assalto. Tenho uma tia que diz que cinema sem pipoca não é cinema. Quis levar a sério a tese dela, apesar de não ser fã de pipoca.
A sala do filme que assisti é a maior de Brasília, no Pier 21. Estavam lá eu e mais umas 20 pessoas, no máximo. Casais, casais, mais casais, duas tias solteironas e alguns gatos pingados que nem eu.
Fui o primeiro a entrar na sala. Inicialmente sentei no centro geográfico dela. Mas meu telefone não parou de tocar. E, de tanto ter que sair para atender, acabei vendo boa parte do filme ali na frente mesmo.
Deixei metade do saco de pipoca cheio – ou será vazio? Devo ter feito as contas pensando que estava acompanhado. A Coca matei ainda nos trailers.
Obs: Assisti ao filme “Meu nome não é Jonhy”. Muito bom. Gosto de filme brasileiro, gosto do Selton Mello. Cléo Pires também é boa, muito boa – atriz que digo, claro. Não vou contar o filme, mas recomendo. A história, baseada em fatos reais, faz a gente refletir bastante. Droga é uma merda. Quem entra nessa, mesmo que na onda do experimentar, acaba se dando mal.
Gosto muito de ler suas história. Gosto de ler a vida. Gosto de andar sozinha, principalmente de ir ao cinema sozinha. Nunca mais fui. Valeu a dica do filme.