A bronca do bêbado Almir
fevereiro 10, 2008 por Diego Amorim
Estava eu, numa segunda-feira de carnaval, no camarote Expresso 2222, a observar os trios passarem pelo circuito Barra-Ondina, em Salvador.
De braços cruzados, cansado de tanto andar de um lado para o outro, das noites mal dormidas… De repente, lá se vem Almir, um bêbado que bate nas minhas costas e dá início a um diálogo:
- Você não está gostando?
- Do quê?
- Do carnaval de Salvador, ora.
- Tô, tô gostando sim.
- Eu estou olhando pra você já faz um tempo e parece que está triste. Abre um sorriso, meu amigo.
- Tô bem, tô bem. Só um pouco cansado.
- Você quer que eu chame umas baianas?
- Não, tô bem. De verdade.
- Você volta amanhã?
- Claro, estarei aqui.
- Então amanhã venha com um sorriso, tá? E não me venha com essa roupa careta, não.
Eu estava de sapatênis, calça jeans e uma camisa social, mas descolada, de manga curta. Preferi sair de casa assim. Tenho carinha de novo. E minhas fontes costumam não acreditar que sou repórter.
Seu Almir tinha lá seus 40 anos. Estava bêbado. E pegou no meu pé a noite toda. Mas, no final, veio dizer que, apesar de tudo, eu tinha um coração nobre.
AuhauaHuAhauhauhauahAU
Só tu mesmo pra ir pro camarote do carnaval de “sapatênis, calça jeans e uma camisa social, mas descolada, de manga curta”. auheuaehueaheauheauheauaehuae
tu é um comédia!!!
tem crachá não? credencial? nada???
Interessante o fato.
Estou me sentindo o Seu Almir, vivo aqui pegando no teu pé. Nunca vi a cara séria, mas sinto o coração nobre. E bêbada de tantas histórias boas de ler.