Mané é mané. Não tem jeito
fevereiro 10, 2008 por Diego Amorim
Diante de tanta coisa legal que vivi em Salvador, voltei para casa com a lembrança de uma situação, no mínimo, desagradável.
Na quinta, o governador da Bahia, Jacques Wagner, foi ao camarote Expresso 2222 acompanhado da esposa. Os fotógrafos os cercaram e pediram que eles se beijassem para uma foto. Ela quis. Ele não. Na confusão, um fotógrafo clicou bem na hora em que o governador esquivou-se do beijo da mulher, que ficou no vácuo, com o biquinho no ar. Queria essa foto para mandar para o Noblat.
Falei com o fotógrafo. E ele já começou com má vontade. Pediu que eu falasse com o chefe dele, que estava ali. Fui até lá. Expliquei a situação, informei que daria o crédito. Cheio de má vontade, como o fotógrafo, o tal chefe pediu que eu voltasse depois.
Uma hora depois, voltei. Ouvi dele que "estava difícil resolver". Não deu detalhes. Não custava nada ele me ajudar. Má vontade mesmo. Insisti, insisti e consegui convencê-lo a mandar a foto para o meu e-mail na manhã seguinte.
Depois de passar o dia acessando meu e-mail e nada de foto, voltei ao camarote na noite de sexta. Procurei o fotógrafo, inicialmente. Resposta: não vamos lhe dar a foto, só vendendo. Mentira. Era má vontade mesmo.
Fui até o chefe, perguntei o que estava acontecendo. Ele repetiu, de maneira mais grossa ainda, o que o fotógrafo acabara de me dizer: só vendendo. Perguntei quanto ele queria. Começava ali o momento mais tenso dos meus dias no carnaval de Salvador:
- Não sei quanto é.
- Com quem vejo? Quero a foto.
- Não sei. Comigo não é. Talvez com o comercial.
- Como faço para falar com a pessoa responsável?
- Não sei. Você está atrapalhando meu trabalho.
Respirei fundo e resolvi ser sincero. Sempre fui assim.
- Por que desde ontem você está me tratando mal? Por que essa má vontade toda desde ontem, ein?
- Você acha?
- Acho. E olha que estou querendo usar uma foto de vocês, para valorizar o trabalho de vocês.
- Não preciso que você nem ninguém valorize o meu trabalho.
Hora de respirar fundo de novo. Comecei a tremer por dentro. As lágrimas foram se alojando nos meus olhos. Passou um filme na minha cabeça: eu daria um soco na cara daquele mané, armaria o maior barraco já visto no camarote do ministro Gilberto Gil, colocaria minha carreira em risco e jamais voltaria ali.
Ainda bem que tudo isso ficou só no pensamento. Tenho aprendido a domar meus desejos. Estendi a mão àquela criatura e desejei que ele fosse feliz. O que ouvi dele?
- Não vou lhe cumprimentar.
Fiquei no vácuo. Voltei a mão para junto de mim, desejei mais uma vez que ele fosse feliz e dei várias voltas no camarote até que minha raiva passasse.
PS: Não vou escrever o nome dos manés. Muito menos da agência da qual eles fazem parte. Eles não merecem.
Oioi!!!!! Caramba!!!!!! Eles eram chatos msm!!!!! Mané é mané!!!!! Não perca a sua carreira por causa deles!!!!!! Boa semana!!!! =)
conta tudo pra sua mãe, quicooooo!!!
Que ódio, fiquei com raiva. Isso não é má vontade. É egoísmo, mau caratismo, individualismo, ambição, tudo que não presta, que me faltou palavras.
Fez bem em se controlar. E ter uma atitude tão nobre.
Fico revoltada com cenas assim.
Parabéns.
Uma azia, hein!
De repente ele n pensou q pode precisar de vc um dia. Mundinho pequeno esse da comunicação…
jornalista uai!!!! huahhauhauhuahuahhuahuahha!! Zueira!