Meu momento de celebridade em Salvador
fevereiro 13, 2008 por Diego Amorim
Já passava das três horas da tarde. O circuito Campo Grande do carnaval de Salvador estava fervendo. Uma multidão nas ruas. Eu já havia terminado o que tinha para fazer nos camarotes oficiais ali instalados. Queria me mandar para a casa de uma prima que mora por lá, onde ficaria até o início da noite – quando o trabalho continuaria nos camarotes do outro circuito.
A repórter do jornal Extra, do Rio de Janeiro, acompanhada do fotógrafo, usufruía do luxo de ter um segurança contratado pelo jornal à sua disposição. Eu não. Nem fotógrafo muito menos segurança.
A casa da minha prima fica a uns 10 minutos de onde eu estava, no Campo Grande. Nos bolsos da minha calça, celular e uma máquina digital. Mas isso pouco importava. Tava com medo de ir andando sozinho até a casa da minha prima porque sei lá, medo mesmo. Já tinha visto tanta briga e confusão que pensei que pudesse ser eu a próxima vítima.
Foi quando, ao sair dos camarotes, esbarrei em um dos homens que estava fazendo a segurança particular do presidente do Senado, Garibaldi Alves.
- Você está à toa, amigão?
- Mais ou menos. Por quê?
- Não quer me levar ali, não? Tô morrendo de medo de ir andando sozinho.
- Onde é?
Lá fomos, eu e o negão, encarar a multidão. Ele foi na frente, abrindo caminho para mim. As pessoas olhavam espantadas, queriam saber quem era. Senti-me a celebridade no meio do povo.
No meio do caminho, o negão pediu água. Desembolsei R$ 2 pra satisfazê-lo. No final do percurso, o cara me exigiu mais R$ 5. Também não hesitei em atendê-lo. Ele mereceu. Ao todo: R$ 7.
PS: Vou parar de cansá-los com minhas histórias de Salvador. Se deixar, fico até o fim do ano só nisso.
Vou te responder com o título do post anterior: Mané é mané. Não tem jeito… auheuaehuaeheuahaeuhaeuhaeuea
cagão medroso!!
Cada um ver por um prisma. Eu já admirei sua coragem de pedir ajuda. E mais ainda de assumir aqui que estava com medo. Só os fortes assumem os limites, as fragilidades. E para que se arriscar, não é mesmo.
Se dependesse de mim, poderia ir até o próximo carnaval contando histórias desse tipo.
Se quiser mandar por e-mail, fique a vontade.
Diego, tem uma brincadeira lá no blog do Paulo Palavra.
Vê se queres participar.
Eu ia gostar de ler.
é, R$7,00 contu p/ ficar seguro, até q vale a pena!!!
E que venham mais histórias!!!
Um tempo atrás li algo q. vc escreveu sobre uns jornalistas e só essa semana soube q. era a mesma pessoa. Quer dizer que a admiração pelo que você escreve era mais antiga. Muito bom o que você escreveu lá.