É simplesmente uma “falta de absurdo”
abril 16, 2008 por Diego Amorim
No último domingo, na chegada de um restaurante para almoçar com a família, perguntei ao garçom que estava na entrada se havia mesa disponível às margens do Lago Paranoá. O restaurante chama-se Retiro do Pescador, aqui em Brasília. Fica bem na beira do lago. Mas só há um espaço onde é possível sentar-se tão pertinho da água. E era ali que queria ficar.
Eis a resposta que obtive:
- Tem não.
Fiquei esperando ele oferecer opções, perguntar pra quantas pessoas, me desejar boa tarde, sei lá. Mas acho que eu devo ser exigente demais mesmo.
- Será que vai demorar muito pra folgar? Tem como ver se tem alguém já terminando? – insisti.
É, mas eu que devo ser exigente demais mesmo. Acho que até cometi o erro de incomodar o trabalho daquele garçom.
- Senhor, lá não tem mesa. Se quiser, tem por ali, ó – respondeu ele, apontando vagamente para um outro ambiente do restaurante.
Resolvi ir até o espaço que fica às margens do lago. Lá chegando encontro duas mesas vazias e uma família deixando uma terceira mesa.
Pensei em voltar e avisar ao garçom da entrada que havia, sim, mesas disponíveis. Mas achei melhor, não. Devo ser exigente demais mesmo. E além do mais, poderia incomodar de novo o trabalho dele. Não seria justo.