Polícia investiga homem que tentou se passar por mim
outubro 23, 2008 por Diego Amorim
Na última quinta-feira levei um susto. A assessora de imprensa de um órgão do Governo do Distrito Federal ligou-me no meio da tarde.
- Diego, você me ligou aqui agora há pouco?
- Não.
- Então tem alguma coisa estranha. A pessoa me pediu informações e disse que era Diego Amorim, do Correio Braziliense.
A tal pessoa disse que estava no ramal 31. Ocorre que não existe ramal 31 no Correio. A assessora, que me conhece pessoalmente, estranhou. Ele deu um número de celular, repassado a mim por ela.
Respirei fundo. Entrei em contato com minha irmã e, antes de tomar qualquer atitude, pedi que ela ligasse para aquele número e perguntasse quem era.
Ela e uma amiga ligaram e receberam a mesma resposta: Diego Amorim, do Correio Braziliense.
Não tive escolha. Mesmo achando que poderia ser uma simples brincadeira, acionei meu editor. Ele, então, também decidiu ligar para aquele número.
- Não, você não é o Diego Amorim porque ele está aqui na minha frente – ouvi o chefe dizer ao telefone.
O homem, acuado, inventou uma desculpa fraca. Explicou que tinha um filho de 13, 14 anos, que tinha esta mania: pegar o jornal, escolher um nome e ligar para os lugares pedindo informação.
Não colou. Meu editor pediu que eu acionasse a Polícia Civil. Ele acionaria o jurídico do jornal.
Antes de ligar para o delegado-chefe da Comunicação da polícia, porém, liguei para o número celular que tinha e gravei a ligação.
- Quem fala?
- É Antônio – respondeu o homem, depois de um longo silêncio.
Disse a ele que tinha algo errado. E que se ele não explicasse o que estava havendo, seria obrigado a pedir a ajuda da polícia. Ele veio com a mesma desculpa dada ao meu editor. Insisti. Pedi por mais de uma vez que ele me explicasse o que estava havendo, que aquilo não era normal, nem poderia ser. Mas de nada adiantou.
Acionei a polícia. Repassei o número celular ao delegado, que ficou de descobrir quem era a tal pessoa.
Menos de 10 minutos depois, meu telefone tocou. Havia um homem à minha espera na entrada do jornal. Desci, juro, sem suspeitar que pudesse ser a pessoa com quem falara minutos antes.
Ele escolheu se explicar pessoalmente. Estava nervoso. Tinha lá seus mais de 50 anos. Apresentou-se como editor de um pequeno jornal – não direi os nomes, não há necessidade. Confessou que usou meu nome para conseguir algumas informações. E pediu desculpas.
Escutei-o de braços cruzados, com olhos fixos no chão. Tentei ser firme. Mas sou mole demais. Disse a ele que "tudo bem", mas que aquilo jamais se repetisse, que era crime e que poderia prejudicar minha carreira.
Por fim, ele implorou que eu não levasse o caso adiante. Àquela altura, no entanto, não dependia mais de mim. A polícia e o jornal já estavam mobilizados.
Voltei à redação e liguei para o delegado.
- Vamos deixar isso pra lá. Ele já veio aqui e se desculpou.
- Deixar pra lá, nada – respondeu-me o delegado.
O jornal também decidiu não deixar pra lá. No dia seguinte, eu estava na delegacia, acompanhado de uma advogada do Correio, prestando depoimento. A assessora que desconfiou do fato também já compareceu à delegacia. O homem iria depor ainda esta semana. Assim que tiver alguma novidade, o delegado responsável pelas investigações irá me avisar.
O que a polícia tentará descobrir basicamente é: (1) se aquele caso de quinta-feira foi isolado ou se meu nome está sendo usado há mais tempo; (2) se meu nome estava sendo usado apenas para conseguir informações; (3) se outros repórteres também foram lesados.
É cada uma…
é muleque. isso que dá ser jornalista importante, em veículo importante!
o meu nome ninguém nunca ia usar… auehaueheauheauhaue
Nossa! Mas que coisa incrivel – crime de falsidade ideologica! Nao deixa pra la nao Diego, quem faz isso podera usar tambem o nome de outros para fazer o mal.
Fiquei impressionada com o seu relato, a maldade humana nao tem limites!
Uhuuuuu!!! Tenho um amigo famoso!!! Cuidado!!!!mhuahuauhau
Abraço
Carai!! Se tem gente querendo se passar por vc!!! Imagina uma pessoa famosa!! Tu precisa ler o livro do cara que se passou pelo filho do dono da Gol…
Realmente, tá facil ser qualquer um (hehe) hj em dia!!
Abrazz
Ai se eu encontro esse Diego Amorim… hummm
Assinado: Eduardo (o cara aqui de cima)
Deixa de ser mole!
Precisa ser firme!
Abraço