Sem limites
fevereiro 27, 2009 por Diego Amorim
“Se a família, o pai ou o responsável não estão colocando limite. Se a escola também não está colocando limite, não é a lei que vai fazer isso.”
A frase é do juiz Renato Rodovalho Scussel, titular da Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal.
Estará em uma série de reportagens, assinada pela repórter Érika Klingl, que será publicada no Correio Braziliense a partir do próximo domingo.
As matérias contam histórias assustadoras de adolescentes que têm cara de menino e ficha criminal de gente grande.
É, Diego. Eu só espero que o fato da família (escola não foi feita pra isso) não dar limites vire justificativa para menores delinqüentes (ainda na ortografia antiga). Se a justiça não pode fazê-lo, pelo menos deveria mostrar aos adolescentes o que seria a responsabilidade por seus atos e dar a justa pena aos criminosos.
Assustador é ver que virou lugar comum na sociedade a idéia na qual os adolescentes marginais são vítimas da sociedade ou de qualquer outra coisa (podem até ser em alguns casos) e não responsáveis pelos crimes cometidos. Ora, isso afronta a liberdade humana. Cometer um crime na maioria das vezes é uma escolha. Pode ser que alguns sejam forçados por alguma contingência. Mas a experiência mostra, é só visitar o Caje, a Papuda ou qualquer comunidade carente, que na maioria das vezes o adolescente escolhe a opção mais fácil, ou seja, o crime. Fosse diferente, todos os pobres seriam marginais e todos os ricos seriam anjinhos, o que, obviamente, está longe da verdade.
Abraço!