Os capinhas dos ministros do Supremo
abril 23, 2009 por Diego Amorim

Antes, durante e depois das sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de Justiça do país, há muito trabalho no plenário.
Quando os 11 ministros entram, em fila, tudo precisa estar na mais perfeita ordem. Não pode faltar nada considerado essencial em cima da bancada de cada um. Livros, relatórios e processos já têm que estar ali no ponto. Além do laptop, do copo com água ou chá, dos blocos de anotações, das canetas…
Assim que “os trabalhos são abertos”, alguém precisa auxiliar o ministro e fazer a ponte entre ele e o gabinete. Depois que o presidente da sessão declara encerrada a sessão, é hora de fazer a limpa.
Nos corredores do STF, quem faz todo esse trabalho é chamado de “capinha”. Justamente porque usa uma capinha preta nas costas. É só com ela que eles podem chegar tão perto dos ministros durante as sessões.
Mas os próprios “capinhas” não gostam muito desse termo. Acham pejorativo. Dizem que preferem atender por “assistente de ministro” – muito mais chique.
Conversei com oito deles em 2007. Quis conhecer um pouco dessas pessoas. Acabei descobrindo histórias de superação. Gente que, no anonimato da Suprema Corte, orgulha-se muito do papel que desempenha.
A reportagem Capinhas com muito orgulho (cliquem aí nesse link) já foi publicada aqui. Faço questão de sugerir novamente a leitura. Um outro lado do Supremo em um momento de mal estar entre os ministros.
Oi Diego!
Que legal, alguém que falou dos capinhas! Eles são demais. Sem eles, os advogados não seriam ninguém naquele STF, em dias de sessões!
Sugestão: fale agora do escrivão. Se for o japa até hoje, ele é muito gente boa! Hehe!
Beijo!