Amor e ódio
junho 3, 2009 por Diego Amorim
A relação de amor e ódio entre imprensa e alguns ídolos do esporte sempre me chamou muita atenção.
Ronaldo, por exemplo, é o Fenômeno. Mas quando ele se pega com travestis ou engorda além da conta, perde um pouco a majestade. É preciso a Patrícia Poeta sorrir para ele e conversar olho no olho, para que ele explique tudinho o que está acontecendo. Depois, volta a ser Fenômeno.
Agora, é o Adriano, o Imperador. Voltou para o Brasil, se declarou amante da favela, anunciou que não iria mais jogar bola, o diabo a quatro. Aí mudou de ideia, estreou no Flamengo, fez gol e apareceu na capa de todos os jornais: “A volta do Imperador”. Pois bem. Adriano faltou ao treino ontem. E a manchete de hoje é: “O Imperador indisciplinado”.
O que podemos ler disso? Que não podemos enaltecer nem desmerecer demais ninguém. Não falo em relação a imprensa, necessariamente. Falo do nosso dia a dia. Ninguém é Fenômeno ou Imperador para sempre.
Quanto menos esperamos das pessoas, menores são as chances de nos decepcionarmos com elas. E esperando menos, aliás, fica mais fácil descobrir a real essência do outro.
Pra mim, o problema é que nego confunde as coisas. O cara é fenômeno no campo. Fora dele é um sujeito comum. Faz coisas como todo mundo, acerta e erra como todos.
Aí, o povo acha que pq o cara é o rei da bola, ele tb tem que ser o rei do bom exemplo. E no esporte isso está ainda pior, com uma onda total de politicamente correto.
Bons tempos eram aqueles em que o renato gaúcho e o gaúcho apostavam um churrasco…
Diego vim elogiar as matérias de hoje, e encontro esse texto reflexivo, e maravilhoso. Isso nem é uma carapuça, é um chapéu de palha, ou de boiadeiro. rsrsrs E acho que já disse por aqui, que uma vez li uma frase e que nunca esqueci – quando dizemos que estamos decepcionados com o outro, na realidade estamos decepcionados com nós mesmos, por esperar do outro o que o outro não pode nos oferecer. (mais ou menos assim).
abraço
Hummm, matérias com gostinho bom de morango com leite condensado. Uma delícia!
Conheci Taguatinga, e lá escutei e vi um bem-te-vi. Alguns dias em Brasília e sentia falta do canto dele. E feito boba rodopiava na Praça do Relógio, procurando onde ele estava. E do alto ele cantava e voava de um prédio para uma árvore. Uma sensação muito boa.
Saudades de tudo e de todos. Saudade de mim em Brasília, solta, livre, desbravando essa cidade e me conhecendo um pouco mais.
beijo
Não esperar não quer dizer não acreditar que as pessoas são capazes de fazer algo bom, de nos ajudarem, etc. Temos que acreditr. Temos que confiar, porém, sabndo que não pode sair como planejado. Mas não confiar é um erro, é tornar as relações entre pessoas em algo nada bom. Se não sair como planejado, paciência, sempre tem uma proxima vez…
Sou suspeita pra falar, adoro o Gordo.
Acho errado o pessoal querer que ele seja como, por exemplo, o Kaká. Cada um é cada um. Em alguns problemas que ele teve na vida pessoal, acho que faltou uma atuação melhor dos assessores de imprensa. O Romário e o Renato Gaúcho aprontavam todas e ainda eram considerados os caras. Uma parte por manha, outra por uma assessoria que faz o que tem que fazer.
Ronaldo é craque. Ponto. Sua vida pessoal não interessa.
bjo