A vida real
junho 16, 2009 por Diego Amorim
O mundo virtual é mesmo algo extraordinário. Encurta distâncias, como gostam de dizer; bombardeia-nos de informações e conhecimentos, por mais rasos que eles sejam em muitos casos; permite-nos partilhar visões da vida, como nos blogs; e por aí vai.
Repito o que já escrevi aqui algumas vezes: apesar de ser da geração tecnológica, não sou muito habilidoso com isso. Acho – atualizando os exemplos – que não uso 20% das possibilidades do meu celular novo.
Criei este blog em dezembro de 2005. O nome Ler a Vida me veio à tona, aproveitei o tempo livre no Jornal da Comunidade, onde trabalhava na época, e escrevi as primeiras linhas.
Hoje lendo os posts dos meses iniciais dou risadas. Rio (parece estranho, mas é assim mesmo) de mim, de minhas histórias, de minhas argumentações às vezes até sem sentido. É interessante constatar como o que escrevi – e escrevo – diz muito do que sou e do que vivo em determinado momento.
Os blogs, aliás, começaram assim, como diários virtuais. Depois, com o boom da ferramenta, que os internautas deram início aos blogs especializados, profissionais, algo mais sério.
Encontrar um tom para o meu blog sempre foi um desafio. Como está ali em cima, na sessão “Sobre o blog”, escrevo por escrever, pelo prazer que tenho em escrever e pelo prazer que tenho com a vida.
Os blogs em formato de diário virtual serviram e servem, para muitos, como chance de fugir da solidão, de conquistar amigos (mesmo que virtuais), de não se sentir só em seus pensamentos.
Acho válida essa função. Os blogs podem, sim, ajudar quem precisa sair de si mesmo para se descobrir e descobrir outros por meio da escrita.
Mas acredito que, sinceramente, esse não seja o meu caso. No Ler a Vida, compartilho leituras minhas, do meu dia-a-dia, é verdade, mas que penso servir para mais gente de alguma maneira.
Claro que vez ou outra acabo soltando coisas da minha vida pessoal. É o risco que corro ao escrever um blog com cara de diário. Tento me policiar.
Nessa brincadeira, o blog foi ganhando leitores. Minha mãe deixou de ser a única que batia ponto aqui todo dia. Hoje, tem gente que lê a vida em Curitiba, Goiânia, Recife, São Luís, no Paraná…
Muitos são fiéis leitores. O blog conseguiu se estabilizar com uma média de pelo menos 70 acessos por dia, durante a semana. Isso é muito para um blog não especializado, para um blog-diário.
Sim, às vezes o blog traz besteiras. Mas Ler a Vida também é um pouco disso. É um pouco de tudo. Este blog é meu. Não deixa de ser um diário.
É ótimo quando consigo atualizá-lo com frequência – uma vez por dia como vinha conseguindo. Mas – e aqui tento justificar minha demora em escrever – a vida é mais que isso. É mais que esse mundo virtual.
Quando percebi que estava chegando em casa, cansado do trabalho, e ligando o computador para atualizar o blog, parei para pensar nele.
A ideia não é essa. Se conseguir escrever sempre, ótimo. Mas a ideia é que leiamos a vida. E a compartilhemos da maneira que acharmos que convém por aqui. Tenho aprendido muito com o que escrevo e com os comentários de vocês.
Com este post, tendo responder aos que me mandaram e-mails e aos que cobraram em seus blogs a atualização deste.
Vamos juntos. Lendo a vida. Sempre mais real que virtual.
Foi só cobrar! ^_^
http://www.fabaonacontramao.com.br/2009/06/crise/
Brincadeiras à parte, é sempre bom ler seus textos, e além da auto-cobrança, sempre vai haver a cobrança por parte dos seus leitores. Nada mais normal.
Espero que você consiga usar este espaço sem se desgastar mais, mas como um descanso da correria diária.
Bjo. Fique com Deus!
Fabão
larga de ser viadinho e atualiza essa porra direito!
Oi! Que bom que voltou a escrever!!! Nossa vida tem que ter de tudo: coisas sérias, besteiras, reflexões… É bom termos um espaço para falarmos o que pensamos!!! Boa semana!!!! =)
Deixa de desculpinha!!!! Falou, falou e soh disse uma coisa: nao quero escrever!!!! Fala isso logo!!! hauhuauha
Abraço
Lendo a vida daqui, de Curitiba.:)
E foi um prazer sair do virtual para o real com vc, Mr. Palavra e Pat.
Bom, né, qdo a gente vê que todo mundo é de carne e osso.
bjoca
Ah, sim…vejo seu blog com um perfil de utilidade pública mesmo…
só os esclarecimentos sobre os suícidios já valem a pena a leitura.
Quando escrever se torna uma obrigação, fica chato e não vale a pena. espero que vc continue gostando de escrever aqui por um bom tempo.
Oi, Diego, estava sentindo falta da atualização. O blog para mim é um vício, e eu tenho tentado alguns controles, mas é sempre um prazer ler a vida dos outros colocada nos blogs, o escrever vindo junto com a emoção ao ler um blog, a troca, conhecer pessoas, ajudar com uma conversa no msn e tantas outras trocas.
Mas penso que o importante é se observar, sempre.
A sua forma de escrever é boa de se ler, tem sempre uma mensagem para a vida, tem informações, tem emoção.
Sou admiradora do seu estilo de escrever.
Dieguinho-menino-criado-pela-avó-na-Octogonal, seu celular te informou quando ficou o jogo das bambis ontem?
“Vamo Sâo Paulo, vamo São Paulo, vamo passar batom!”
Assume logo que tem mulher na parada!!! É sempre assim, quando o amigo some é pq tem mulher no controle!!! hehe
Abrazz
PS: Só pra criar polêmica mesmo!!!
opa, Maranhão marcando presença né? Pois continuarei visitando seu blog, realmente me interesso por essas coisas, e o seu realmente é bom…
beijos!
É… essa polêmica levantada pelo nosso nobre colega Eduardo Telles está cada vez mais evidente. Depois de uma longa data o camarada atualiza o blog com um post cheio de lá lá lá e depois abandona novamente… É, também estou achando que te mulher na parada!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Eu leio, na maioria das vezes, no mais profundo silêncio…. mas leio, na maioria das vezes!
Saudades de vc, querido.