Credo em cruz!
janeiro 11, 2010 por Diego Amorim
O Programa Nacional de Direitos Humanos indica a proibição do uso de símbolos religiosos em instituições públicas. Apesar da polêmica, o presidente Lula já sinalizou que deve aprovar integralmente esse trecho do documento.
Não vejo diferença em ter ou não crucifixo nos plenários do Congresso Nacional e nos tribunais de todo o país. Se for para tirá-los, que tirem.
Porém, preocupa-me como cidadão a decisão de banir os símbolos religiosos.
É cada vez mais forte o movimento dos que querem fazer valer o Estado laico, garantido pela Constituição. Ocorre que esse Estado laico que defendem não é laico. É visivelmente contrário à Igreja.
Estado laico não significa Estado pagão, muito menos ateu.
Às vezes se esquece um princípio básico da espiritualidade: o de que a não-religião é uma religião.
Teme-se fanatismo por parte de religiosos, mas decisões como essa causam, na minha opinião, muito mais temor.
Reclamam da feia aparência do papa Bento XVI, mas também apedrejam o “mauricinho” do padre Fábio de Melo. Atiram pra todos os lados.
Daqui a pouco terão de mudar o nome dos estados de São Paulo, Santa Catarina e Espírito Santo.
Mandarão demolir o Cristo Redentor.
Nenhum time de futebol vai poder mais ter nome de santo.
O rio São Francisco, também, não poderá mais ser chamado assim. O Estado é laico. E o rio é do povo.
E a população estará terminantemente proibida de exclamar “Nossa Senhora!”. Coitados dos mineiros…
hahahahaha.. ÓTIMO!
E preocupante.. Que tipo de direitos são esses? Que se vangloriam uns e omitem outros? Afinal, quem são os fanáticos? Podem tirar crucifixos, símbolos… Mas os princípios estão na essência de cada um. Só falta querer tirar isso (se é que já não estão tirando…).
Realmente, não é razoável tamanha articulação para retirar as imagens: a ausência delas, não limita a lembrança das virtudes que o Sagrado convida o homem a viver. A relação espiritual é digna a todo homem e sua contribuição é positiva. Talvez não se achem dignos de fazer valer, com o trabalho, a referência que as imagens trazem… mas também não seria o caso: elas poderiam ser estimulo e esperança, recomeço e humildade.
Abraço!
O PNDH é, em parte, um tratado ofensivo à vida; favorável a libertinagem (já que desmerece o valor dos princípois morais).
Embuido do espírito antidemocrático, ofende a inteligência brasileira. Impõe, ao invés de buscar o diálogo. Pobre em paliativos, esqueçe que saúde e educação são metas obrigatórias para qualquer nação que queira chamar-se desenvolvida.
Que é isso, Diego! O Papa é mais elegante que esse tal Fábio de Melo. hehe
Mas falando sério, esse PNDH não passa de uma cartilha esquerdóide e autoritária. Não houve discussão alguma com a sociedade. Querem apenas empurrar goela abaixo do brasileiro as vontades dos “movimentos sociais”. Estão aproveitando o fim do governo Lula para colocar as asinhas de fora.
Será a América Latina a nova Babilônia? Nossa Senhora de Guadalupe nos guarde em seu manto.
O problema é que estamos, há muito tempo, deixando algumas tradições de lado, como medo de sermos chamados de radicais etc e tal. Mas, temos que ser fiel no pouco, para que um dia não chegue a absurdos que vemos em outros países.
Graças a Deus a Igreja ainda é uma das poucas instituições que prezam pela dignidade humana. Falem o que quiserem, mas todos sabem que é verdade.
Infelizmente, muitos fatos da história são distorcidos, como a evangelização do Brasil colonial, no qual dizem que a igreja só fez mal. Mas é só estudar um pouco e ver que não.
Enfim, não creio que devemos abrir mão do pouco. Pois o pouco é muito significativo.
Beleza! Então, nesse Estado laico que não é laico, podemos conviver tranquilamente com pôsteres do Edir Macedo, do bispo Rodrigues, da bispa Sônia, do Inri Cristi ou do demo — como o imaginamos (vermelho, dentões, chifres) — em prédios públicos (dentro e fora).
Afinal, também há adoradores desses seres, assim como há do quase-santo-mauricinho-metrossexual-e-dono-de-cachê-milionário padre Fábio.
Inquisição, que inquisição? Matança de índios, que índios? Escravidão, que isso? Ditadura? Nunca ouvi falar. Pedofilia? Não, não, não existe. E quem disser o contrário será queimado na fogueira!
“Renato, o senhor esqueceu dos judeuzinhos, aquele povinho que matou Cristo.”
REnato, eu nem gosto muito de te responder, porque sei que vc escreve por escrever, mas estuda um pouquinho de história e depois conversamos…
Ih, Renato, você ainda tem muito o que aprender pra deixar de repetir essas acusações já tão clichê, que tentam provar não com evidências, mas pela repetição. Sirva no altar durante uma missa piedosa com frei Casimiro, participe uma vez da JMJ ou ore num convento em Assis ou em Aparecida antes de falar do que não conhece…
Voltando ao tema: essa querela de crucifixo em lugar público é velha. Antes de tudo, esses laicistas precisam saber o que é “público”, como você mostrou, Diego. Se o espaço público deve ser “laico”, então que destruam as igrejas históricas, tirem o cruzeiro da Praça do Cruzeiro e arranquem as estátuas dos orixás na Prainha do lago.
Sâo Lucas, São Pedro, São Diego, vocês estão certos, perdoem minha ignorância, minha pequena vivência, minha baixa escolaridade. Quem sou eu para pensar, para emitir opinião?
Amiguinho, não precisa se fazer de vítima. O único que pode vetar sua opinião aqui é o Diego, coisa que, como vemos, ele não fez. Então, não tem motivo pra isso.
Mas, como diz a minha mãe, “quem fala o que quer, ouve o que não quer”. E eu completo: principalmente quando se fala sem mostrar fundamento.
Abraços.
Amém!
A questão dos símbolos religiosos preocupa a mente do nosso querido Presidente Lula (o Diabo foge da Cruz, diz o ditado popular). Acha-se mais em foco que debater temas como alimentação, trabalho, segurança, saúde, educação, transporte, previdência social e outros fundamentais para o pleno desenvolvimento da Nação Brasileira. Será medo? Ou será que os pais do 3PNDH não tInham o que fazer (mente ociosa, oficina do Diabo), então resolveram tratar de pormenores, que nada oferecem de bom à efetiva promoção da responsabilidade social.
O 3PNDH é um documento pobre, doutrinário e totalitário.