“Se você soubesse quem você é…”
janeiro 13, 2010 por Diego Amorim

Quis fazer o teste ontem à noite.
Na hora do Big Brother, coloquei a TV no mute e… bingo!! Consegui ouvir a voz de Pedro Bial ecoando entre os prédios da quadra onde moro.
Parte do Brasil, mais uma vez, vai parar pra ver esse programa.
Eu, de verdade verdadeira, nunca acompanhei nenhuma edição.
Não, não sou “pseudocult”, apesar de usar All Star há quase dois anos. Prefiro Hollywood. Sempre preferi. Frequento a Livraria Cultura menos do que gostaria. E não curto Mafalda. Sou mais Turma da Mônica mesmo.
Já fui mais radical em relação ao BBB. Cheguei a blasfemar contra a divindade de Bial e a sentenciar todos os “brothers” à solidão eterna. Exagero.
Fui, por exemplo, como todos nós fomos, surpreendidos com o talento de Grazi Massafera. Uma boa surpresa fruto do reality show.
Enfim, estou mais flexível. Ontem, inclusive, na estreia, como perceberam, vi um pouco do programa – o suficiente pra me convencer de que, de fato, não perco nada deixando de assisti-lo.
Mas cada um faz o que quer com o tempo livre. Tem gente que joga paciência no computador. Tem gente que vê BBB. Tem gente que lê Paulo Coelho. Tem gente que escreve pra blogs.
Enquanto ouvia ontem as pérolas de Pedro Bial e observava aquela gente empolgada, feliz da vida com a fama repentina, fiquei pensando nos rincões desse país. Em lugares onde a TV é tudo, tudo mesmo. Onde não há paciência, Paulo Coelho nem blogs para servirem de planos B, C ou D.
A essa gente resta inebriar-se de BBB e deliciar-se com as novas celebridades.
Vida fútil, é verdade. Mas até a futilidade tem sua função. Pode nos ensinar alguma coisa. Aliás, tem gente que acha fútil conversar sobre filmes de Almodóvar e analisar o noticiário do dia.
Tá certo que o BBB, além de fútil, vem acompanhado de uma enxurrada de ensinamentos toscos, de apologia a valores diferentes do que quero pra mim. Mas ele não é o único a promover isso.
A vida é feita de várias leituras. Entender isso torna tudo mais leve.
E – querem saber? – que venha mais uma Grazi!
Cara, tem dois gays, uma lésbica, uma piriguete, uma doutora em Lingüística, um marombado, um judeu, um negão, uma santinha…
Se colocar um pônei e um anão vira roteiro de filme pornô… hahahahahahaha
kkkkk, li o post todinho! depois que cheguei de viagem ando desocupadíssima, porém também não apelo ao bbb, confesso que as vezes queria até conseguir… =\
hahahahahaha
Não quis comentar o post do Diego, mas me render à análise do Fabão! hahahahaha Excelente!!!!
Eu não me atrevi (até pq não sobra tempo) para ver BBB. Sigo a façanha de estudar para um novo cargo no funcionalismo publico…
ow! é legal ver minhas opiniões ai, escritas por outra pessoa nesse mundo de plano B… diminui minha solidão já que fora do mundo virtual vivo num lugar onde quem não assiste (e gosta) de BBB é um tipo esquisito vindo de outra galáxia!
Fiquei pensando na sua frase “E – querem saber? – que venha mais uma Grazi!”. De repente, como a globo adora enfiar porcarias na nossa guela, a nova “Grazi” deverá vir travestida de emogay ou drag queen!! Eu prefiro a Grazi normal mesmo!!! kkkk