Melhor que Galvão Bueno
abril 10, 2010 por Diego Amorim

O futebol, ah o futebol: sempre uma caixinha de surpresas.
Na noite da última quarta-feira, o São Paulo, meu time, jogava contra o Santo André pelo campeonato paulista. Precisava da vitória para avançar na competição. A Globo transmitia a partida.
Invadi o quarto da minha mãe, coloquei no futebol e fiquei por ali. Ela, surpreendentemente, não pediu que eu mudasse de canal. Gostei e ficamos os dois vendo a partida deitados na cama. E aí…
- Mas é difícil esse esporte, não é meu filho? Olha, olha! Eita, que interessante: quando um pega a bola, o outro já vem pra tentar roubar. É difícil demais…
- Falta! Foi falta! Ué, então é bem melhor fazer a falta do que deixar o cara seguir pro gol, né? O melhor jeito é fazer falta.
- Quem é esse novinho? Não conheço mais ninguém. Tudo novinho, desconhecido… (silêncio) Meu filho, cadê aquele Marcelinho?
- Esse time de azul (o Santo André) parece melhor que o outro.
- E aquela Copa que o Ronaldinho passou mal? O que aconteceu naquele dia, ein? Ninguém nunca vai saber, né? Foi estranho, muito estranho.
- Esse campo não tá bom, não. Olha aí, todo esburacado.
- Vai, vai… Ué, o que houve? Impedido? O que é isso? Por quê?
O São Paulo ganhou de 3 a 1. Joga neste domingo contra os moleques do Santos pela primeira partida da semifinal. Minha mãe deu sorte. Vou tentar convencê-la a ver o jogo de novo.

